Ainda existe trabalho escravo?

28, julho , 2008

Em julho deste ano tivemos registro de exclusão da Companhia Brasileira de Açúcar e Álcool, CBAA, grupo signatário do Pacto Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo. Após duas autuações envolvendo mais de 1.000 trabalhadores em atividades semelhantes ao escravo a CBAA foi a primeira exclusão registrada neste pacto internacional. O lado positivo desta exclusão é que existe de fato um monitoramento das atividades e a punição pela exclusão, entre outros, vem com restrição a incentivos fiscais e de operações de crédito.

A Unimed Vitória é signatária deste pacto, assim como por exemplo: Banco Real, Vale e Petrobras. Este pacto, apoiado pelo OIT, Instituto Ethos e a ONG Repórter Brasil formaliza o compromisso das empresas privadas nos esforços contra o trabalho escravo, dignificando e formalizando as formas de trabalho da cadeia produtiva.

E as associações de moradores nas eleições?

25, julho , 2008

O GLOBO ON LINE em 27/07/08: “A polícia do Rio encontrou nessa quinta-feira na Favela da Rocinha, na Zona Sul da cidade, um documento supostamente elaborado pelo traficante Antonio Francisco Lopes, o Nem, no qual ele orienta a associação de moradores da comunidade a fazer campanha para um determinado candidato a vereador.” 

Pensando nisso, aqui na Unimed Vitória realizamos um encontro entre nossos parceiros sociais e associações de bairro do entorno. Por estarem mais próximas da comunidade, a idéia é conscientizá-los para que conduzam um processo eleitoral político ético e transparente. A Transparência Capixaba, que nos ajudou nesta intenção, é uma ONG voltada para o combate à corrupção e a luta pela transparência pública. Seus associados (pessoas físicas) trabalham pela conscientização e mobilização no combate à corrupção, com produção de livros, cartilhas e também Termos de Compromisso, documentos que os candidatos assinam se comprometendo a colocar em práticas as promessas de campanha.

O slogan da ONG é “Transparência Capixaba: contra a corrupção, a favor do Espírito Santo.” E é essa a mensagem que cada um de nós tem que exercer, com atitude, fiscalização e muita consciência!

Avaliar ou não os projetos sociais?

24, julho , 2008

De acordo com pesquisa apresentada no Congresso do Gife deste ano, 79% das empresas não avaliam os impactos gerados pelos investimentos sociais que realizam. Isto porque o montante desde 2004 deste investimento é de 5,3 bilhões de reais!

Se pensarmos no valor investido e o resultado que não é medido, temos perdido muita informação e possibilidades de melhoria. Assim como para as empresas, também é importante para as organizações do terceiro setor avaliarem o resultado de seus projetos. Propor metas, analisar e comparar pontos iniciais aos finais garantem mais conhecimento sobre o projeto e, também, a efetividade dele.  Mas como avaliar?

O que devemos saber é que não há receita de bolo. Cada organização e projeto em determinado período devem ser analisados de forma única, para que os indicadores retratem bem a realidade. É importante construir indicadores de avaliação que englobem aspectos quantitativos e qualitativos e relacioná-los aos objetivos propostos. Com esta correlação, fica mais fácil verificarmos a transformação e alcance dos resultados. Além disso, contar com a participação de todos os envolvidos na definição dos indicadores é fundamental para que estejam engajados e alinhados para conquista dos resultados.

Como adotar uma cidade?

24, julho , 2008

Empresas como Wal-Mart, Unilever e Avon definiram uma forma inovadora para seus investimentos sociais. Após diagnóstico e incentivadas pelo baixo índice de desenvolvimento de alguns locais do país, estas empresas traçaram metas a longo prazo para evolução dos IDH’s regionais.

Como o IDH considera além da renda, a expectativa de vida e educação, o investimento com este fundamento nos revela que as empresas estão buscando o desenvolvimento da população em todos os aspectos a fim de transformar a realidade da região.

Para fazermos uma comparação, o registro de IDH para a cidade de Vitória é 0,856,  São Paulo 0,841 e Recife 0,797. Enquanto as cidades adotadas foram:

Vale do Jequitinhonha / MG – Cidade adotada pela Avon → IDH = 0,65
Araçoiaba / PE – Cidade adotada pela Unilever → IDH = 0,63
Bomba do Hemetério / PE – Bairro adotado pelo Wal-Mart → IDH = 0,70

A propósito, os índices são do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento – PNUD – do ano de 2000.

Para onde vão as coisas quando nos desfazemos delas?

24, julho , 2008

Após a produção e distribuição de mercadoria pelas empresas, consumo pela sociedade, quem são os que preocupam com o destino delas? Assim como pilhas, baterias, aparelhos e componentes eletrônicos, alumínio, as embalagens de longa vida têm recebido uma atenção especial, desde que sua grande produtora, a Tetra Pak, iniciou uma grande campanha e processo em prol da reciclagem de seus produtos.

A Rota da Reciclagem, site para pesquisa, indica as portas de entrada do material para a reciclagem mais próxima de você. Com auxílio do Google Maps, o interessado digita sua localização e pelo mapa visualiza pontos de entregas voluntárias, cooperativas e comércios que recebem o material e o enviam para devido tratamento. Todos nós temos responsabilidades sobre o lixo que produzimos e iniciativas como esta criam mais possibilidades para um descarte sustentável.


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